já nada quase resta do
amontoado de escombros da vida, na amnésia repartida entre o frio, entre a vida
e a morte, e uma estrela em delírio
que quase nada existe, em
tudo aquilo que existe
e que resiste
e que persiste
na canção de uma lágrima
entre as espadas de uma
mão e a mão empunhando uma espada em contramão
já nada quase a alegria
de sentir e de ver, cada flor a crescer
cada flor a sorrir, e a
brincar
que tanto escuro está, se
o dia fosse só uma linha recta
e erecta, sem fim
quando quase o fim da
vida
pertence à razão de
acreditar
já nada quase o ser e o
ter, o sentir, ter de esquecer
cada estrada palmilhada,
cada estrada invertida
longínqua, e sofrida
que a vida á e só uma
avenida, sem a saída
que a tristeza é o
inverno
e o inferno a beleza
12/04/2026, 13:12
