Do cardo flor de um olhar
Que só a chuva consegue
ouvir
E sentir
Todas as vozes do mar
Que esta seara
esbranquiçada
E terna maré de seios ao
vento
Que leio e que me sento
Este livro em dó ré e mi
na jangada
De um sorriso abandonado
Do cardo flor de um olhar
Que é a primavera e que
também é poeta amordaçado
E que também é caneta
cravado no peito
Apenas e só quando a
noite tem luar
E o rio perdeu o sei
leito.
07/04/2026, 08:30