07 abril 2026

Do cardo flor de um olhar

Do cardo flor de um olhar

Que só a chuva consegue ouvir

E sentir

Todas as vozes do mar

 

Que esta seara esbranquiçada

E terna maré de seios ao vento

Que leio e que me sento

Este livro em dó ré e mi na jangada

 

De um sorriso abandonado

Do cardo flor de um olhar

Que é a primavera e que também é poeta amordaçado

 

E que também é caneta cravado no peito

Apenas e só quando a noite tem luar

E o rio perdeu o sei leito.

 

07/04/2026, 08:30