10 abril 2026

Ao me perder o sentir

Ao me perder o sentir

Descer, depois subir

E descer, e descer

E depois correr, e correr

 

E ter a distância em pedaços de sorrir

E o ser, e também o fugir

E que depois é o vento, e que depois foi a tempestade

E a rua e a ruela e também, a cidade

 

Uma lua tresmalhada, louca e tão louca como o chover

Enquanto o trânsito flui, e dentro da conduta, quase a arder

Está a margem de um rio, e a mão de uma figueira

Tão ingénua e destemida que dança na brincadeira

 

E que saltita

Como também o levita

Sempre em delírio na espuma de um amanhecer

E sempre que o faz, fá-lo sem o querer

 

10/04/2026, 22:18