Ao me perder o sentir
Descer, depois subir
E descer, e descer
E depois correr, e correr
E ter a distância em pedaços
de sorrir
E o ser, e também o fugir
E que depois é o vento, e
que depois foi a tempestade
E a rua e a ruela e
também, a cidade
Uma lua tresmalhada,
louca e tão louca como o chover
Enquanto o trânsito flui,
e dentro da conduta, quase a arder
Está a margem de um rio,
e a mão de uma figueira
Tão ingénua e destemida que
dança na brincadeira
E que saltita
Como também o levita
Sempre em delírio na
espuma de um amanhecer
E sempre que o faz, fá-lo
sem o querer
10/04/2026, 22:18