(finalmente, o descanso)
da vertigem, a esfinge,
meninge
o silêncio de uma pedra,
quase vapor, quase água
saber onde ando, e nado
quando ainda é noite no
espelho da aldeia
ele se senta, e fuma e
incendeia
cada lágrima de sangue,
que lhe choram as mãos
e é tempestade no abrigo,
na igreja
onde a luz se vai
esconder, quando o corpo morre
e se veste de infinitas
poeiras, pequeninos grãos de saudade
que ficam, que emergem e
que crescem
na sombra do plátano, na
ribeira
vejo a vertigem, quase
migalha, a mesa em papeis
dispersos, outros desenhos
muitos versos
coisas sem significado,
sem nexo
o anexo que me esqueço de
anexar
e saber que há outro mar,
outro mar que me espera
do outro lado da
indiferença, do triste olhar
que sabe sempre a mel
a despedida do amar.
Alijó, 17/03/2026 - 23:02