Se esconde a tarde no silêncio dos teus seios, que o livro seja um pedaço de mão na algibeira do mar,
Porque o amar é uma seara de desejo na esquina do meu sol, quando dorme o corpo quase espuma,
Se esconde a tarde no silêncio dos teus seios, que o diga o fogo que também era soldado, mas
A tarde é quase gelo,
Somos os passageiros de uma viagem sem regresso, barcos, sandálias de inverno comestíveis por uma lágrima, ao longe, sentir a tarde no toque da tua mão,
E o cansaço pincela os nossos corpos com a bala disparada pelos teus lábios,
Abraço-te, e sei que brevemente será primavera,
E todas as palavras serão o dia, e o dia, uma janela para o mar.
12/03/2926, 15:44
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