Foi um pedaço de pedra sobre mim, que eu queria remisturar na ausência da última paragem do comboio, senti-me pão com queijo, porque talvez sejas um adendo filho, ou púrpura canção
Ou beijo camuflado cinzento da chuva alvorada,
Senti-me também, depois, pedaço de pedra, olfacto misterioso do mar, saber que não sou amado, que
Que cada sílaba do mundo é quase uma mão de Deus que o livro semeia no teu corpo,
E escrevo no fogo cada fotografia do meu âmbar que pertence ao jardim do castelo de mel,
E se uma abelha poisar no meu sonhar, talvez
O sul me traga a paixão de uma tarde junto à marina depois das árvores de papel, que tocavas e te masturbavas em frente ao espelho do meu olhar ,
A terrível sensação de estar dentro de ti, algemado à tua vagina,
E tão fina, que o era, cada janela do palacete, que cada vidro parecia a ejaculação da última figueira que ficou sentada no teu ventre,
Eu era o soldado mais feliz de todos os felizes soldados dos Lanceiros, e às vezes, sentia no meu sexo a mão alheia, uma calçada fria e mórbida,
E sabia que o teu corpo era uma vírgula, e
Foi um pedaço de pedra sobre mim.
11/03/2026, 22:02
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