18 março 2026

Às vezes era a maré de um sonho, que pertenceu

Às vezes era a maré de um sonho, que pertenceu

Viveu, cresceu, e morreu

Às vezes, era um corpo sem sentido, sentindo o murmúrio de uma orquestra

Correndo, e voando

Sobre uma calçada de veneno, e cada pedrinha, cada cubinho

Eram só sombras e carreiros de utilização apenas por formigas, e por algumas prostitutas

 

Às vezes era a sonolência em triciclos de frio, e eu me sentava

E dormia, e não comia

E às vezes, eu sentia o odor de uma espada

Cravada

No peito

No coração da alvorada

 

Que quase sempre, ardia

Às vezes era a ilha que se afundava, e que me dizia

Que às vezes era a maré de um sonho, que pertenceu

Viveu, cresceu, e morreu

Antes de acordar o dia.

 

Alijó, 18/03/2026, 20:51

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