Às vezes era a maré de um
sonho, que pertenceu
Viveu, cresceu, e morreu
Às vezes, era um corpo
sem sentido, sentindo o murmúrio de uma orquestra
Correndo, e voando
Sobre uma calçada de
veneno, e cada pedrinha, cada cubinho
Eram só sombras e carreiros
de utilização apenas por formigas, e por algumas prostitutas
Às vezes era a sonolência
em triciclos de frio, e eu me sentava
E dormia, e não comia
E às vezes, eu sentia o
odor de uma espada
Cravada
No peito
No coração da alvorada
Que quase sempre, ardia
Às vezes era a ilha que
se afundava, e que me dizia
Que às vezes era a maré
de um sonho, que pertenceu
Viveu, cresceu, e morreu
Antes de acordar o dia.
Alijó, 18/03/2026, 20:51
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