água, o silêncio que habita na ardósia
que escreve sob a ponte o
nome da chuva
e um guarda-chuva,
preocupado
deitado, ou até sentado
quanto a mim, me vou
ir, partir deste inferno
deserto que acorda e que morre
quando a espada se crava
na terra
e a raiz do olhar
em lascas, finas como
finas o ão
as poeiras da montanha, e
o mar
mais azul, mais triste
porque a água é o
silêncio que habita na ardósia.
Alijó, 20/03/2026