à água, este corpo lhe
pertence
e se ergue, aos poucos e
sem lamentos
em muitos outros momentos
em tantos, e outros
silêncios que não vence
e depois, o meu corpo
será gotinha, ou até socalco dourado
à procura de um pedaço de
terra para a poeira do meu corpo, descansar
que a lua também irá
morrer, tal como eu deixei de sonhar
e de corpo o ter, o corpo
cansado
tão cansado de escrever,
à água este corpo de pertencer
que não sabe onde habita
o caderno desassossegado
que ao meu corpo também
pertenceu, e que também foi drogado
e degolado por uma
estrela do céu, e depois morrer
enquanto a noite é um
triciclo de luz e cor
numa tela quase abraço,
quase o desejar
e o ter, e o ser, e o
amar
o silêncio de uma flor
08/02/2026, 05:11
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