dormíamos, mas o mar é
uma cama adocicada
uma cama, que tantas
vezes se deita cansada
em tantas vezes, em
lágrimas e apaixonada
como a vida o é, antes do
acordar da alvorada
que dormíamos, mas o mar
também é um aceiro
ou um triste dia, no
triste aguaceiro
o vento é uma canção, e
na canção invento
a fotografia de um
socalco, que depois de voar o tempo
é apenas sais de prata
porque dormíamos,
sentindo a geada de um desejo
e a mágoa de um telhado
em lata
que desenha o alegre
escrever
no amar os teus lábios e
o teu beijo
porque dormíamos, e
estava a chover.
07/02/2026, 19:52
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