além-mar, metade do meu
corpo, balança
dança e encanta
metade de mim, é pó
a outra metade, da meia
metade da laranja, levita
e canta e também que
chora
ao dispor de uma pistola,
sobre a secretária
a caneta
a lágrima
do aparo da caneta, o
rosto da seara, indiferente ao silêncio
de uma pedra, e sábado
sobre a mesa, uma
lâmpada, quase sono
quase também pedra
cinzenta
além-mar, metade do meu
corpo é um barco, é uma safira, envenenada pela escuridão
que da outra metade que
de mim sobrou, do ontem até
não me admira, que a
janela seja encarnada, que o vento seja azul
ou a outra metade da
laranja
uma outra lágrima.
01/02/2026, 00:32
E O TEU CORPO ME ENCANTA,
ENQUANTO LHE TOCO E O BEIJO.
