01 fevereiro 2026

Fevereiro, 1 DE

além-mar, metade do meu corpo, balança

dança e encanta

metade de mim, é pó

a outra metade, da meia metade da laranja, levita

e canta e também que chora

ao dispor de uma pistola, sobre a secretária

 

a caneta

a lágrima

do aparo da caneta, o rosto da seara, indiferente ao silêncio

de uma pedra, e sábado

sobre a mesa, uma lâmpada, quase sono

quase também pedra cinzenta

 

além-mar, metade do meu corpo é um barco, é uma safira, envenenada pela escuridão

que da outra metade que de mim sobrou, do ontem até

não me admira, que a janela seja encarnada, que o vento seja azul

ou a outra metade da laranja

 

uma outra lágrima.

 

01/02/2026, 00:32

 

E O TEU CORPO ME ENCANTA, ENQUANTO LHE TOCO E O BEIJO.