05 fevereiro 2026

aos poucos

aos poucos, tudo desaba

tudo, acaba

aos pouco, a vertigem de um luar

que é o negro acordar

 

que aos poucos, em mim morre e desaparece

que vive e que habita e que envelhece

nas profundezas de um rio

quando a mão do poeta treme de frio

 

quando a caneta é a espada cravada

na luz de uma singela madrugada

que aos poucos é a poeira crepuscular

que aos poucos, desiste de amar

 

05/02/2026, 15:47

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