aos poucos, tudo desaba
tudo, acaba
aos pouco, a vertigem de
um luar
que é o negro acordar
que aos poucos, em mim
morre e desaparece
que vive e que habita e
que envelhece
nas profundezas de um rio
quando a mão do poeta
treme de frio
quando a caneta é a
espada cravada
na luz de uma singela
madrugada
que aos poucos é a poeira
crepuscular
que aos poucos, desiste
de amar
05/02/2026, 15:47
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