Do outro lado, em mim de cima
Uma pomba é o meu enforcar
E me assassina
Quando no corpo acorda o Janeiro
luar
Quando o corpo é tão
longe, do distante
Da ninha sina, que me afoguenta,
Que cada palavra que
escrevo, é um diamante
Que corta e que rasga e
que enfrenta
A tempestade de um beijo,
que foge, e que é estrume
À terra e ao de também
tão longe, e de pertinho
O lume,
O fogo de uma bandeira, o
tecto de uma aldeia
Que inscreve na geada a
abelha em linho
E que em mim se incendeia.
04/01/2026, 20:20

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