(aproveitem, porque hoje
é de borla)
a gaguez miúfa de uma
borboleta, no sírio inverso de uma cânfora adormecida manhã, se o espaço urge,
flui sobre o azul silêncio, não tendo a gaguez, um único amigo, ou de porcelana
enforcado e distante luar
a gaguez, hoje, quase dia
na meia-noite de um deslumbrante lençol de neve, a áurea dos teus seios, a
minha mão neles procuram,
a palavra semeada numa
tarde, num outro qualquer dia, a aceleração de um despiste, contra os raides
quase também nuvem, da gaguez, e em vez de
correu para as margens do
rio sonâmbulo, que quase que galgava a seara de uma infinita, e perdida
madrugada
o frio tinge de incenso,
as minhas mãos
tão gélidas como o vento
tão geada, como o
pensamento.
23/01/2026, 19:17
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