02 janeiro 2026

raiz quadrada

a raiz quadrada que da terra se alimenta, e inventa

na sebenta,

o dilema de uma pequena coisa, busca a água, rompe o silêncio que se ergue da algibeira, e na mão

a coitada, a

a ribeira, da fresca água

que os seios querem

 

que da página de um livro, a fome

porque o corpo também é uma raiz quadrada, na terra enterrada

como se fosse o resto de uma vida, ou

ou o resto de nada

 

como se fosse uma fotografia, uma sombra, uma lápide

que nunca teve um nome, e que nunca

teve uma cidade onde se alicerçar, nem uma janela de porcelana

nem uma cama,

 

onde se deitar.

 

02/01/2026, 06:58




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