a raiz quadrada que da
terra se alimenta, e inventa
na sebenta,
o dilema de uma pequena
coisa, busca a água, rompe o silêncio que se ergue da algibeira, e na mão
a coitada, a
a ribeira, da fresca água
que os seios querem
que da página de um
livro, a fome
porque o corpo também é
uma raiz quadrada, na terra enterrada
como se fosse o resto de
uma vida, ou
ou o resto de nada
como se fosse uma fotografia, uma sombra, uma lápide
que nunca teve um nome, e
que nunca
teve uma cidade onde se
alicerçar, nem uma janela de porcelana
nem uma cama,
onde se deitar.
02/01/2026, 06:58

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