era uma vez uma vírgula,
a vírgula, por sua vez, tinha
um amigo que uns o
apelidavam de ponto final,
outros,
e outros o chamavam de
ponto de interrogação
mas a vírgula tinha um
vizinho, miudinho e frágil, que também
tinha um primo, o primo
ponto de exclamação
o etc. chegou a esta
terra com meia-dúzia e nem tanto, de bicuatas, uns caixotes que vinham mais
cansados,
do que cansaço, o sinto,
hoje
e mil e um sonhos também
trazia o etc.
trazia uma pistola que
quando lhe perguntavam, porquê?
ela, a pistola,
sentava-se no chão e lhe respondia
não, hoje não dá
era uma vez a chuva, que
não molhava, porque chuva civil não molha,
um imbecil, que fui, e o
sou
em acreditar que deus um
dia se ergueu do seu apogeu, que nunca o foi,
e
e me condenar a trinta e
um mil sermões, em números
cada porta tem um numero,
e cada número tem um nome
cada cateto, os seus
netos, que um dia pitágoras lhes disse
que o quadrado da
hipotenusa é igual á soma do quadrado dos catetos,
digo,
não era isso, tia
adosinda, de mamas ao léu, a esta hora?
coitada, não anda muito
bem…
era uma vez, uma bolacha,
que comia bocas, que gostava também de números, dos primos e dos não primos,
mas
mas hoje. confesso, adoro
os números complexos (constituídos por parte real e por parte imaginária),
e que a raiz quadrada de
(-1), é
(i, número imaginário)
e se vos disserem que não
existem raízes quadradas de números negativos, não
não acreditem,
não acreditem.
era uma vez.
02/01/2026, 23:31

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