04 janeiro 2026

Palhaço pobre

Rua, não

A água da última paragem, o moinho trocando sombras por vento, na cidade perdida, não

Se este pão é quase gelo, e o pincelar alimento

Sem saber que nome dar às telas de uma imagem, pó

Na tarde de uma janela.

E o moinho sentado, na cama há uma bala amordaçada e que gemia sentidos pêsames a cada hora assassinada

Na boa vida de um guarda-chuva, mas

Rua, não

Ao lado do mar não, que talvez seja um pedaço de pedra, vestido de tinta, vestido

De palhaço pobre.


04/01/2026, 21:32