Uma nova viagem, subir, cada degrau envenenado, sedento, sabendo que o corpo de um enforcado pertence ao ditado, e à pirâmide que depois da geada, ela
Ela caminha, e ela corre
até à última viagem
A viagem, desejada.
Que a água semeada em
cada ribeira, em cada lago ou rio
É o corpo mergulhado, o
corpo sitiado nas sombras de uma oliveira, e há uma mão em frio
Escondida em cada socalco,
desenhado
Dentro de um círculo de
luz. E a viagem é quase oiro poisado
Sobra a mesa e sob a luz
de uma candeia amortizada, triste
E tão cansada, como a
tempestade, ou
Apenas uma palavra,
contra a janela, lançada.
05/01/2025, 06:27
