O que vejo, aqui, nada.
Apenas que sinto o odor a
minto, quando chove e quando pinto
As sílabas de uma seara,
que se ergue ao céu, e se dorme
Sempre que uma lágrima
sente, o rosto, o rosto doente
E o azul é transeunte,
que sempre
À mesa, ou apenas sentado
numa pedra de inverno, que ao longe,
Está o fogo, e o inferno,
verno
Que assiste, que resiste,
E insiste,
O que vejo, aqui, nada.
04/01/2026, 07:11

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