04 janeiro 2026

O que vejo, aqui, nada

 


O que vejo, aqui, nada.

Apenas que sinto o odor a minto, quando chove e quando pinto

As sílabas de uma seara, que se ergue ao céu, e se dorme

Sempre que uma lágrima sente, o rosto, o rosto doente

E o azul é transeunte, que sempre

À mesa, ou apenas sentado numa pedra de inverno, que ao longe,

Está o fogo, e o inferno, verno

Que assiste, que resiste,

E insiste,

 

O que vejo, aqui, nada.

 

04/01/2026, 07:11

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