É quase chuva, meu amor
A fogueira que dança
sobre a mesa, sobre o mar
Que outrora foi azul, que
outrora, meu amor
Era quase chuva, que
brincava nas pocinhas, a terra cheirava a terra, a terra queimada
Quando depois havia
sempre uma mão, uma mão, meu amor
Uma mão em cada sombra do
capim, em cada sorriso de uma estrela
O soba, dormia no incenso
da tarde, e a chuva ou aparecia vestida de noite, ou apenas em trajes do dia-a-dia,
quase nua
Que sempre que olhava
para as mangueiras, sabia e sentia
Outra chuva quase azul do
outrora mar
Em cada sorriso de uma
estrela, meu amor
O teu olhar.
13/01/2026, 22:04

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