13 janeiro 2026

É quase chuva, meu amor

É quase chuva, meu amor

A fogueira que dança sobre a mesa, sobre o mar

Que outrora foi azul, que outrora, meu amor

Era quase chuva, que brincava nas pocinhas, a terra cheirava a terra, a terra queimada

Quando depois havia sempre uma mão, uma mão, meu amor

 

Uma mão em cada sombra do capim, em cada sorriso de uma estrela

 

O soba, dormia no incenso da tarde, e a chuva ou aparecia vestida de noite, ou apenas em trajes do dia-a-dia, quase nua

Que sempre que olhava para as mangueiras, sabia e sentia

Outra chuva quase azul do outrora mar

 

Em cada sorriso de uma estrela, meu amor

 

O teu olhar.

 

13/01/2026, 22:04

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