isso, que quebra o
feitiço enguiço
ter a terra lavrada,
todinha semeada, todinha
na mão de uma arara
sentir o som da migalha,
quando poisa
sobre a mesa
ou onde calha
que vinte sóis não me
aconchegam, e nem chegam
para desbravar as páginas
deste livro, em puro granito, vivo
quase a última porta para
a noite, quase
isso, o serviço
quase, submisso quase, o
chouriço envenenado
por serviçais e pequenos
desenganos, porque o engano
engana também a migalha, e
a navalha
dentro da espuma do
rosto, que foge da guilhotina
de uma caneta quase
sangue,
nas
veias de uma andorinha,
também
ela lavrada, todinha
semeada, todinha
na mão de uma arara
da mão de uma espada.
15/01/2026, 21:30

Sem comentários:
Enviar um comentário