15 janeiro 2026

da mão de uma espada

isso, que quebra o feitiço enguiço

ter a terra lavrada, todinha semeada, todinha

na mão de uma arara

sentir o som da migalha, quando poisa

sobre a mesa

ou onde calha

 

que vinte sóis não me aconchegam, e nem chegam

para desbravar as páginas deste livro, em puro granito, vivo

quase a última porta para a noite, quase

isso, o serviço

quase, submisso quase, o chouriço envenenado

por serviçais e pequenos desenganos, porque o engano

 

engana também a migalha, e a navalha

dentro da espuma do rosto, que foge da guilhotina

de uma caneta quase sangue,

nas

 

veias de uma andorinha, também

ela lavrada, todinha semeada, todinha

na mão de uma arara

 

da mão de uma espada.

 

15/01/2026, 21:30

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