27 janeiro 2026

abraça-me, neste gélido nocturno adormecer

abraça-me, neste gélido nocturno adormecer

que o cansaço é tanto, de tanto cansaço ter

que às vezes, que às vezes penso, pensar

que o teu abraço gélido, é também um braço do mar

 

abraça-me, enquanto me escondo nesta cama, porque o frio

é o silêncio de uma vírgula, é o rio

que galga os socalcos do medo, neste gélido e também cansado

nocturno, nocturno ensonado

 

abraça-me, abraça-me mesmo que a tua mão esteja fria

mesmo que a tua mão esteja enrugada, porque a tua mão um dia

não será mais gélida, nem fria

porque a tua mão um dia, será só poesia.

 

27/01/2026, 22:04

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