abraça-me, neste gélido
nocturno adormecer
que o cansaço é tanto, de
tanto cansaço ter
que às vezes, que às
vezes penso, pensar
que o teu abraço gélido,
é também um braço do mar
abraça-me, enquanto me
escondo nesta cama, porque o frio
é o silêncio de uma
vírgula, é o rio
que galga os socalcos do
medo, neste gélido e também cansado
nocturno, nocturno
ensonado
abraça-me, abraça-me
mesmo que a tua mão esteja fria
mesmo que a tua mão
esteja enrugada, porque a tua mão um dia
não será mais gélida, nem
fria
porque a tua mão um dia,
será só poesia.
27/01/2026, 22:04
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