A quem pertencem, as
estrelas da noite, meu amor
Se eu e tu, apenas possuímos
a noite, e não toda
Apenas um pedacinho
sobrante, apenas
Apenas a singela
alvorada, toda nua, toda enfeitada
Apenas o confim de uma
aurora boreal, apenas o silêncio
De tantos outros, e de
outros tantos
Silêncios.
Era fumo, quando pertencíamos
ao último vagão do sonho, quando o triste amadurecimento, enfeitado o seria, se
pertencêssemos, eu e tu, meu amor
A um novo dia.
A quem pertencem, eu e
tu, as semeadas palavras
Na terra tua pele, a
minha boca, a minha língua, uma charrua, confusa, e louca
Como a lua.
A quem pertencem, tu e
eu, meu amor
Todas as ribeiras, e todos
os amanheceres
Que a montanha sobem que
o sol aquecem, as frestas
Últimas de um beijo
A quem pertencemos, meu
amor?
09/01/2026, 05:14

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