Esta é a janela
Para as páginas de um livro,
tão faminto, como gente
E que tanta gente, não o
tem
Não,
Que tanta gente a procura,
que gente muita
Se afundou, que o mar sabe
os segredos de uma mão, quando
Uma simples caneta, em
contramão, dispara
Contra a outra mão,
A bala, o sino que toca,
e que balança
Nas paredes de uma sala.
E a bala me toca, e a
bala me beija
E da bala eu recebo, o
segredo
Que outrora era a
videira, era o socalco
E o rio, e a bandeira.
Esta é a janela
Para as páginas de um livro,
tão faminto, como gente
Tão gente como uma sanzala
de vidro.
23/12/2025, 04:45
Sem comentários:
Enviar um comentário