16 dezembro 2025

Azul

Azul te quero, eu

Saber o nome dos sonhos e dos soldados da chuva.

Ser menino e voar para o fogo, ter

Em mim o dia, e todas as pétalas dos relógios de brincar.

Azul o fui, e mais não o serei.

Te quero azul, te quero eu

Pincelar o céu de nocturna mão, que aleja

E que dorme na tarde lápide do meu sol, o azul

Será o silêncio da última paragem,

E ao longe o apito do último deserto da noite.

16/12/2025, 22:50


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