17 dezembro 2025

Vem, meu amor, amor sem tempo!

Era uma vez, há quanto tempo, tu sem tempo, não escreves, no meu olhar,

Amo-te.

 

Há quanto tempo, também o vento, sempre sem tempo

Sempre arrojado, destemido, é assim, o tempo

Mas, há quanto tempo, esse vento desse mar, sem maré, sem mar algum, porque sempre, sempre

 

Sem tempo, o meu mar.

 

Há quanto tempo, sinto o sorriso da corça, na lágrima da rocha, há quanto tempo o agora é

Areia, migalhas, tretas, e muitas palavras,

 

Sempre sem tempo, elas

E eu.

 

Há quanto tempo, não escreves na minha mão…

Vem, meu amor, amor sem tempo!

 

17/12/2025, 22:11



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