É o amor que também é silêncio, e dor
E de nada servem os poetas do inconsciente destino, ser
A maré em lágrimas, ser menino da cor
Do mar e de não pertencer
Ao jardim do castelo de tinta, a alvorada
No seu prazer,
E o amor que também é a estrada
Em brando-lume e ter
Na algibeira uma moeda furada. É o amor
Em suadas páginas, onde os seios são
As mãos do escritor
Que a terra corpo lavra,
Que na pele escreve o seu desenhar, da mão
O amor em palavra.
16/12/2025, 22:42
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