16 dezembro 2025

É o amor

É o amor que também é silêncio, e dor

E de nada servem os poetas do inconsciente destino, ser

A maré em lágrimas, ser menino da cor

Do mar e de não pertencer

Ao jardim do castelo de tinta, a alvorada

No seu prazer,

E o amor que também é a estrada

Em brando-lume e ter

Na algibeira uma moeda furada. É o amor

Em suadas páginas, onde os seios são

As mãos do escritor

Que a terra corpo lavra,

Que na pele escreve o seu desenhar, da mão

O amor em palavra.

16/12/2025, 22:42


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