o que somos,
quando um pedaço de sono,
entre árvores nuas
despidas as estrelas, às
janelas, dêem-lhes
cortinados, às flores
o que somos,
quando, pouco ou nada
temos
quando nem a chuva dá por
nós
ou o mar nos chama
o que somos,
aos destemidos orgasmos
da noite, a coragem
o vadio esqueleto, o
veneno
os papéis amontoados na
minha cabeça, o que somos
sou,
talvez um fino livro de
memórias, que quase memórias não tem.
02/11/2025
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