Oiço os sinos verticais
de uma vírgula em desassossego, oiço-os
Sempre que o nome, não é
mais um nome
Quando uma rocha, não
rocha mais será
Ou tão pouco,
No acordar
Em destronar
O corredor tão longe da
água cristalina, a vírgula
Porra,
Desceu à terra, e
novamente, se foi
Se foi, e se fodeu
Da ausência de uma
página, o nome não mais lhe pertence, e que se foi
Todo o parágrafo de uma
vida,
Deitou fogo ao livro e à
vida, maldita vírgula, maldita vida e livro maldito
E hoje tudo arde, e hoje
tudo morreu
Na fimbria noite à
lareira, e oiço
Também,
Um frio leve em fogo
coroado nos reinos de ontem,
Também se foi, o livro
Fiquei eu.
E também que me fodi.
02/11/2025
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