O algoritmo, aos poucos,
cresce na mão do fogo
Também aos poucos, e na
mão do fogo
Cresce um barco que todos
o apelidavam de jacaré
Que era ateu, e que às
vezes
Das outras vezes, fingia
Que tinha fé, e fingia
Que fingia ser poeta
Também às vezes, fingem-se
orgasmos
Os chamados
Orgasmos fingidos
Que tanto por aí andam
E que estão em voga
Ser voador e ser
paraquedista
Ser maquinista de uma
plataforma de petróleo
Sempre com a mão
pincelada de óleo
A serra eléctrica, também
às vezes o berbequim
Em busca de qualquer
coisa na cabeça da noite, e a serra
Corta cada pedaço do crânio,
e em fatias são exportadas
Para o outro lado do mar
Que o algoritmo, aos
poucos, cresce na mão do fogo
Se multiplica e se
divide, também depois
Quando a última vertebra
da noite, se senta
E se senta sobre uma
pequena pedra…
29/11/2025, 22:09
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