20 novembro 2025

De vez em quando

Aqui está o destino, que era uma vez, da última vez, quando a estrada galgou o mar, e quando os automóveis comeram o mar, era uma vez


Quando o silêncio de tanto o ser, o gradeamento da janela começou a verter lágrimas, juro, não era a fingir, era uma vez a raiz quadrada de vinte e cinco, que após ontem, hoje


Cinco.


Terceiro esquerdo, de alguidar na mão, entretinha-se durante a tarde a procurar barcos, bem lá no fundinho do alguidar, e às vezes


De vez em quando, era uma vez um circo, umas vezes pertencia e depois, despedia-me, depois era


Era uma vez de novamente readmitido, poeta cessante, roulotte quase a caminho da estrada, a lareira, quase apagada, era uma vez


Um barco, um barco tão lindo como mais lindo o era quando em criança, e uma vez


O barco foi ao fundo.


Dorme.


Era uma vez um barco tão dorminhoco, que era uma vez que


Ainda o hoje se deita e dorme dentro da noite.




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