19 novembro 2025

Marés

 

Nunca gostei de marés, e às vezes sentava-me sobre esta ou aquela maré

Nunca gostei de incenso, e às vezes tinha de levar com o fumo,

Do teu incenso

Nunca gostei do Tejo, juro, era tudo a fingir, e mesmo assim, por ti, eu Beijei o Tejo

Nunca gostei de livros, juro, era tudo, é tudo a fingir, e mesmo assim, por ti, eu leio cada folha mergulhada numa pétala de rosa, já tão velhinha, como a sombra de uma mangueira,

 

Por ti, que nunca gostei de ti, eu me sentei sobre uma pedra cinzenta,

 

Tão velhinha como a pétala de rosa, já tão velhinha, como a sombra de uma mangueira,

 

Por ti.

 

19/11/2025, 21:20

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