Nunca gostei de marés, e
às vezes sentava-me sobre esta ou aquela maré
Nunca gostei de incenso,
e às vezes tinha de levar com o fumo,
Do teu incenso
Nunca gostei do Tejo,
juro, era tudo a fingir, e mesmo assim, por ti, eu Beijei o Tejo
Nunca gostei de livros,
juro, era tudo, é tudo a fingir, e mesmo assim, por ti, eu leio cada folha
mergulhada numa pétala de rosa, já tão velhinha, como a sombra de uma
mangueira,
Por ti, que nunca gostei
de ti, eu me sentei sobre uma pedra cinzenta,
Tão velhinha como a
pétala de rosa, já tão velhinha, como a sombra de uma mangueira,
Por ti.
19/11/2025, 21:20
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