20 novembro 2025

O TIC TAC de um corpo

 

O TIC TAC de um corpo, o fio de água que desce da torneira, e

São horas de morrer,

No relógio meu corpo, no sofrer, são horas de partir

Até ao rio do meu sonhar,

 

São ruas invisíveis que me esperam, as casas de cartolina colorida, e o meu corpo vasculha, do húmus a janela para o circo

São horas da trapezista se despir, e em nua

Na lua se voltar a vestir

 

E o meu corpo balança, na lança espada de um olhar

São horas de ir, das horas de uma sanzala desencontrada do longe capim da minha antiga morada, do outro lado do mar…

Que o TIC TAC de um corpo acaba de acordar.

 

20/11/2025, 22:03

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