O TIC TAC de um corpo, o
fio de água que desce da torneira, e
São horas de morrer,
No relógio meu corpo, no
sofrer, são horas de partir
Até ao rio do meu sonhar,
São ruas invisíveis que
me esperam, as casas de cartolina colorida, e o meu corpo vasculha, do húmus a
janela para o circo
São horas da trapezista
se despir, e em nua
Na lua se voltar a vestir
E o meu corpo balança, na
lança espada de um olhar
São horas de ir, das
horas de uma sanzala desencontrada do longe capim da minha antiga morada, do
outro lado do mar…
Que o TIC TAC de um corpo
acaba de acordar.
20/11/2025, 22:03
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