15 novembro 2025

Da caneta de um poeta

Não se pode parar a chuva,

É impossível aprisionar o vento, quando ele em fúria

Entra casa adentro,

Se senta à lareira,

 

E morre como se fosse um pequeníssimo fio de sémen na mão do poeta,

 

Não se pode parar a ejaculação de um poema…

 

Da caneta de um poeta em fúria.

 

15/11/2025, 13:52



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