13 outubro 2025

Preciso de encontrar...

 

Preciso de encontrar

Rosas para te oferecer,

Perfume na minha mão, a tremer,

Procurando a chave do teu coração,

Devagarinho, leve como o silêncio, entrar,

E afugentar a tua solidão.

Sempre que vejo o teu olhar,

É triste e distante,

Tal como a noite a acordar

Ou o dia que não se sente...

Penso que em nada estou a pensar,

Mas penso. As rosas acabam por morrer

E tu sem me encontrar,

E jamais te recordarás de quem te as ofereceu...

Então..., um livro te vou oferecer,

E nunca esquecerás aquele que te o deu.

Perco-me no teu olhar

Manhã submersa em desalinho,

Vontade de não acordar,

Acordar de mansinho...

Encontro-me na tua tristeza,

Flor bela adormecida,

Que olha a tua beleza

Silêncio avalanche vencida.

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