Sou, o sabonete que
escreve em tua pele
Amo-te,
Não. Não o sou.
Porque só o sou quando te
sonho, e depois
Depois deixo de o ser,
amanhã pincelarei a primeira lágrima da madrugada,
Mas também não há
madrugada.
Sou, a noite que desce
sobre ti, e te toca
Toca como se o mar incendiasse
os rochedos da maré, aqui
Tudo, parece
Uma abóboda de espuma,
Não. Não o sou.
Não. Não o sou.
Porque só o sou quando te
sonho, e depois
Depois deixo de o ser,
amanhã pincelarei a primeira lágrima do amanhecer,
Mas também não há amanhecer.
Não. Não o sou.
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