13 outubro 2025

Não. Não o sou

 

Sou, o sabonete que escreve em tua pele

Amo-te,

 

Não. Não o sou.

Porque só o sou quando te sonho, e depois

Depois deixo de o ser, amanhã pincelarei a primeira lágrima da madrugada,

 

Mas também não há madrugada.

 

Sou, a noite que desce sobre ti, e te toca

Toca como se o mar incendiasse os rochedos da maré, aqui

Tudo, parece

Uma abóboda de espuma,

 

Não. Não o sou.

Não. Não o sou.

Porque só o sou quando te sonho, e depois

Depois deixo de o ser, amanhã pincelarei a primeira lágrima do amanhecer,

 

Mas também não há amanhecer.

 

Não. Não o sou.

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