12 outubro 2025

O coito

 

O coito da desgraça, que caiu em muita grande desgraça,

E com a deus nossa graça, à janela minguada, a jangada

Que se afunda, e que sobe à montanha estrelar de uma alvorada, tão só

E tão cansada

 

Da ensonada, a cálida noite depois de um pedaço de silêncio, em convulsões desleais, poucas

Foram as palavras da despedida

 

Foram, antes que a morte os separe

E lhes dê o eterno descanso em trapalhadas e outras misérias, me adianto e sento, em cima da pedra que deus abandonou, antes mesmo de ir defecar, eu e ele

A olharmos o pôr-do-sol da última tarde, sem mim, à janela

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