13 outubro 2025

 

Dizimados pelo fogo incandescente

Vejo o homem do chapéu negro partir

Sem destino e timidamente escondido a sorrir...

O fogo encarna o meu olhar incompreendido e vacilante!

 

A música recorda-me o amanhecer

Que em tempos eu compreendia a sua existência meramente oportuna,

E cansado de observar, disperso no sonho, vejo a minha fortuna,

Vejo que o meu corpo espera simplesmente a hora de falecer...

 

A canção que ouço, menina do mar, apaga-se

No meu esconderijo secreto e desconhecido!

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