o que sou, quando nada
quase o sou,
um farrapo ou um velho
trapo, tanto faz
quando já nada o faz,
e quase que jaz sob as
amoreiras em flor
em flor o perfume, em
delírio o lume
a rocha magmática no
invés de uma madrugada,
em lágrimas a lareira, e
nem uma palavra
na ausência do meu corpo
ou sombra que se desenhe
na eira
que é sempre uma merda
colorida
a segunda-feira
e o que sou eu, não o
sendo ao amanhecer
e há uma lápide na
despedida
deste corpo que irá
morrer
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