Sinto-me como este gajo.
Talvez não o conheçam,
talvez sim, talvez
Este gajo é sem qualquer
dúvida um dos nossos melhores escritores dos anos 50, 60 e 70 do sec. passado.
Eis o libertino, o Luiz
Pacheco.
Sinto-me como este gajo
no sentido de
Eu fodido.
Porque este gajo pouco
trabalhou no duro.
E se eu pudesse ia já
dormir e que nem jantava e que nem
Lanchava.
É tanto o cansaço.
Mas ainda falta ir fazer
a hora do jantar, e assim seja
Só depois das 20:00 horas
é que estou livre.
Livre, solvo seja, porque
nunca somos livres.
Os únicos gajos quase
livres foram
O Pacheco e o Cesariny, e
mais 2 ou 3.
Quanto ao resto, somos e
seremos eternamente escravos.
Fodido eu estou
Estarei eternamente
fodido
Vou lendo o Pacheco e o
Cesariny
E o Lobo Antunes
E o Francisco Luís
Fontinha
E fodido morrerei
Enquanto o mar dá voltas
ao corpo do vento
Enquanto o mar ama
Ama o vento que balança
Que chora
E que às vezes
Se cansa
De tanto me foder.

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