08 setembro 2025

sombras


 

das sombras longínquas do sono

habito como um sonâmbulo ambíguo desejável pelas serpentes da floresta vermelha

das sombras à noite inconstante que as minhas mãos percorrem debaixo do fogo teu olhar

e depois de folhear o livro teu corpo

dou-me conta que a madrugada hoje

hoje ela não acordou

hoje ela

ela me abandonou

e sinto em mim

o sono dilacerante

das tuas mandíbulas carnívoras em teus lábios de sangue...

as sombras... hoje sou uma recta sem coração como os homens e as mulheres da cidade dos cães

Sem comentários:

Enviar um comentário