das sombras longínquas do
sono
habito como um sonâmbulo
ambíguo desejável pelas serpentes da floresta vermelha
das sombras à noite
inconstante que as minhas mãos percorrem debaixo do fogo teu olhar
e depois de folhear o
livro teu corpo
dou-me conta que a
madrugada hoje
hoje ela não acordou
hoje ela
ela me abandonou
e sinto em mim
o sono dilacerante
das tuas mandíbulas
carnívoras em teus lábios de sangue...
as sombras... hoje sou
uma recta sem coração como os homens e as mulheres da cidade dos cães
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