da lua um fio de luz
serra o mar, em pequenas fatias de pão sobre a mesa, coberta de geada
ao lado da mesa, uma
árvore sentada, que tudo espera
e que quase nada de jeito
acontece ao vento, e que talvez um dia,
talvez a gente, mórbida e
perdida
foge, parte, parte as
partes serradas, procura durante a noite os carris envergonhados, quando sobre
eles, uma gota de sémen se despede do luar,
é tão triste, e é tão
vago o silêncio de uma árvore, é tão acabrunhada, é tão envergonhada
a gaivota que procura a
árvore
esta pobre árvore sentada
da lua um fio de luz
serra o mar, em pequenas fatias de pão sobre a mesa, coberta de geada
e eu, eu finjo que estou
vivo…
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