Na chuva, novamente Setembro,
sempre noite
Sempre sem lua
Desde que me lembro, meu
amor, em cada Setembro, a cada engano
Na chuva, meu amor, se o
capim o quiser, ele voltará
Um dia, sobre a chuva, e
deixará de haver Setembro, nem chuva, nem capim ou cubata nem lua ou bairro de
lata, talvez uma mulata, talvez uma tela sem nome, tão só, como o próprio nome
É Setembro. Meu amor, o
horrendo fogo da escuridão, na chuva quase silêncio nas pálpebras de uma
abelha, ela beija sua flor
Setembro o negro, trinta
dias em Setembro, do outro lado do mar
Aqui sentado, á procura
de um fio
Tão só, como o próprio
nome
E em Setembro nunca
poderá haver uma criança com fome,
Em Setembro.
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