a pedra dorsal, o vinho,
semeado, sobre a toalha invisível do sono
a pedra é quase gelo, na
mão de um livro
é também desencanto, e é
um silêncio desencontrado
nos lábios do vento
o cabelo da chuva que se
enrola à árvore, da lua, a nua
vertigem de um gato, e
também um rio, em fome e em cio
galga cada socalco dos
seios de um poema envenenado
só, tão só como o destino
quando menino, a pedra
dorsal suspensa no calcanhar de um pássaro, que se aprisiona à madeixa que
sobejou do jantar de ontem e quase nada, ou tudo
pertence à minha sombra,
ao meu nome
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