Se eu poisasse os meus
braços, nos teus braços, meu amor
Tão só, me sinto
E sento neste luar,
Tão lua míngua aquela
flor adormecida, sobre a lareira, em dor
E dorida,
E à deriva em busca do
mar.
Se eu poisasse os meus
lábios em teus lábios, e os beijasse,
Se eu poisasse, a minha
mão na tua mão também só, tão só como o vento que traz as lágrimas choradas,
Se eu poisasse o meu
corpo, nu no teu corpo, também ele, nu, no advento silenciar de uma espada,
Em teus os seios, a
madrugada,
Que ao acordar, nada,
sente entre a janela e a porta de um altar,
E se ao menos eu
poisasse, em leves desejos de luz, a minha boca em tua boca, também ela a luz,
E também ela, muito
louca.
Sem comentários:
Enviar um comentário