15 setembro 2025

Se eu poisasse os meus braços, nos teus braços, meu amor

 

Se eu poisasse os meus braços, nos teus braços, meu amor

Tão só, me sinto

E sento neste luar,

Tão lua míngua aquela flor adormecida, sobre a lareira, em dor

E dorida,

E à deriva em busca do mar.

 

Se eu poisasse os meus lábios em teus lábios, e os beijasse,

Se eu poisasse, a minha mão na tua mão também só, tão só como o vento que traz as lágrimas choradas,

Se eu poisasse o meu corpo, nu no teu corpo, também ele, nu, no advento silenciar de uma espada,

Em teus os seios, a madrugada,

 

Que ao acordar, nada, sente entre a janela e a porta de um altar,

E se ao menos eu poisasse, em leves desejos de luz, a minha boca em tua boca, também ela a luz,

E também ela, muito louca.

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