o que dirá a pulga que
brinca no meu corpo, o que pensará ela de mim, se passeando ao ritmo do
alecrim, no vento sentido
que foge, que embarca no
silêncio e voa como uma lágrima de luz, nas mãos de um pincel invisível,
poisado sobre a mesa.
o que dirá esta pulga, às
outras pulgas, da sensação de se passear no meu corpo magríssimo, quase
esqueleto, o que dirá a voz, da pulga sem voz, da minha voz
entre os pinheiros
escondidos no sorriso de uma corça.
o que dirá o poema depois
de eu o escrever, aos outros poemas, e também às outras pulgas, sobre mim, o
que dirá aquele senhor velho, e só, só no jardim,
sobre mim,
o que ele dirá, de mim…
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