Tão só como as andorinhas
em papel
que brincam na tua mão
exagerada
as migalhas do xisto
mendigo correndo montanha abaixo
e depois
as carícias que a tua
pele de neblina inventam no meu corpo de Primavera,
Vejo a névoa que os teus
olhos alimentam à roldana das horas
voando entre finas
esparsas manhãs com chocolate em pó...
dos ponteiros do meu
relógio sem pulso
uma deslumbrante doentia
pulsação esmorecendo nos finais de tarde
e entra-me o rio no meu
corpo de madeira,
Encharca-me o peito
e sinto a inundação do
meu coração... coitado
… à deriva como uma
barcaça perdendo as letras do nome
em cada esquina da cidade
com as sombras árvores em silêncios nocturnos
e eram assim os meus dias
aprisionado em ti não o sabendo,
Em mim perdido como um
charco de lama derretido no musseque da lentidão
desce a noite
cobrem-se-me as pálpebras
com as palavras de ti
vagueando no cansaço
espelho do guarda-fato o meu destino imaginário
….............
tão só,
As andorinhas em papel
ardendo na lareira dos teus seios
submersos no meu peito
se ainda o tenho
porque não o sinto
porque... também eu me
transformei em homem de papel...
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