12 setembro 2025

na criança um olhar

 

o oiro cinzento na floresta de uma lâmina de barbear, se a rocha o quiser, ela me há-de soterrar

me transformando em limo, o fumo

na espuma do mar

 

e o oiro deixou de ser luz, o oiro é hoje um ponto negro na capa de um livro,

é uma teia de aranha na vidraça

partida

 

ou até, um beijo pedido

o oiro cinzento na floresta de uma lâmina de barbear, também já não é um poema sofrido, ou o livro esquecido

na criança um olhar.

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