03 setembro 2025

Estrela primeira manhã

 

eu sou a porta. eu sou a janela de olhar vendado,

o veado, do silêncio ao xisto, no corpo, a mão, o outro cardume, um outro homem, eu sou o barco, a velocidade do néon na coxas de uma árvore,

e sou o destino, o franzino menino, na estrela primeira manhã,

 

sem o teu olhar. e que não mais te quero ver, sentir-te, estar perto da tua sombra enlutada, a voz…, madame de uma só sílaba, eu sou a porta, a janela dos barcos encarnados, eu sou os seios da espuma, que desce e escreve, no teu corpo

 

que nunca mais, mais te quero ver, sentir-te,

 

porque,

porque eu sou a porta, e a partir de agora…

estou encerrado...

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