se a morte o quiser, o
poeta não se oporá, porque apenas
apenas uma pedra, por
ele, chorará
apenas um rio, um rio por
ele, sofrerá
se a morte o quiser, ele,
o poeta
também a quer, também a
desejará
quando o vento hibernar,
depois do vento, partir
e levar,
e amortalhar o poeta
sofrido.
se a morte o quiser, o
poeta escreverá versos na sua lápide encantada,
no lusco-fusco de uma
amêndoa sentada, sobre a mesa, o ramo de flores que o visitante lhe ofereceu,
pétalas em lágrimas,
e tanta, tanta a vontade
de chegar ao céu,
de voar voltar, até que a
morte o queira, no livro em despedida…
ou nas profundezas do doce
mar.
(03-09-2025)
Sem comentários:
Enviar um comentário